sexta-feira, 22 de abril de 2011

Caixinha de surpresas

Lá estava ela esperando que ele chegasse, sua impaciencia era claramente visivel, ela ouvia o tic tac do relogio com atenção como se fosse o último som que ouvisse, e talvez realmente fosse, tudo dependia daquele pequeno garoto que vira de manha, se ela simplismente soubesse quem era aquele menininho agora eles nao teriam de passar por tanto sufoco para nao morrer.
"Ei me desculpe o atraso tive que resolver uma coisas no caminho para cá!" disse um cara com a capa que caia por seu corpo até o chão. Ele olhou firmemente para o rosto dela, as gotas de suor deixavam visiveis sua preocupação.
"Não se preocupe tanto, sei que tudo vai dar certo!" disse o rapaz, mas claro que ele sabia que isso
nao passava de uma pequena mentira para anima-la, já que a pior pessoa do mundo estava prestes a nascer, alguem que seria como um monstro para a humanidade ou talvez até pior!
"Só temos 15 minutos como vamos acha-lo?" a voz da garota chamada saiu como um ganido
"Eu não tenho certeza!"disse começando a parecer preocupado de verdade, até que uma ofuscante luz no beco os fez parar a conversa e olhar para o local "Acho que encontramos oque procuravamos!" disse o cara começando a se animar
"Lindo nao sei se é uma boa hora mais eu queria dizer que nao quero morrer!"
"Eu nao vou deixar isso acontecer!" ele disse calmamente
Seus corações estavam quase pulando para fora, seus passos eram cada vez mais lentos ate que eles dobraram a esquina e viram que haviam chegado tarde de mais
"NÃO!!!!!" o som que saiu espantou o pequeno menino que decansava ao lado do latão de lixo, a pequena caixinha reluzia em seus dedos, e seus olhos brilhavam ao abrir-la, como se fosse algo que nunca ante tivesse comido, uma bala talvez. Mas no fundo ele não sabia o grandiosidade de seu ato, algo que agora ninguém mais poderia se salvar, algo em que todos foram condenados.
O estranho homem tentou impedi-lo, mas já era tarde, ele havia liberado o maior temor da humanidade, e agora o inferno tinha uma porta aberta, junto a terra.
A garota fechou seus olhos e deixou-se embalar pelo clarão, pediu desculpas e seguiu ao clarão de luz, pensando no quanto de tempo seria necessario para que todos tivessem o mesmo destino que ela.

by: Ang

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